Livros Publicados

  

 

Camaradas caretas: drogas e esquerda no Brasil (Alameda, 2016)
Júlio Delmanto

Resultado de dissertação de mestrado, o livro busca investigar de que forma se deu a relação entre os indivíduos e os agrupamentos que buscavam a transformação social e a alteração de consciência por meio dos psicoativos na história brasileira recente. Toma como ponto inicial de análise o ano de 1961, data em que foi formulada a Convenção da ONU que até hoje rege o proibicionismo e em que surgiram as primeiras rachas no Partido Comunista Brasileiro (PCB). (Leia mais...)

 

 

 

 

À francesa: a Belle Époque do comer e do beber no Recife (Cepe Editora, 2014)
Frederico de Oliveira Toscano

Resultado de dissertação de mestrado. No Recife, a influência dos franceses estabelecidos entre os séculos XIX e XX gradativamente ajudou a moldar a sociedade local e seus hábitos alimentares, da elite até as camadas mais humildes. Entre modernismos e estrangeirismos, a capital pernambucana passou a conviver com novas maneiras de comer e beber, em uma "Belle Époque tupiniquim" que envolvia jornalistas famintos por notícias, políticos comilões, banquetes espetaculosos, cardápios afrancesados, culinárias idealizadas, cafés de reputação suspeita, o primeiro restaurante vegetariano do país e muito mais.

 

 

 

 

A embriaguez na conquista da América: medicina, idolatria e vício no México e Peru, séculos XVI e XVII (Alameda, 2013)
Alexandre C. Varella

Resultado de dissertação de mestrado, o livro analisa o tema das drogas na época dos descobrimentos e da conquista da América, quando os indígenas do México e do Peru entraram em contato com os espanhóis. As fontes utilizadas para a análise são relatos recolhidos por religiosos que viviam em contato com as populações autóctones. Evitando anacronismos, o autor conjuga as percepções típicas dos séculos XVI e XVII sobre as drogas e a filosofia moral e explicita as justificativas que embasam a formação das sociedades americanas. (Leia mais...)

 

 

Bebida, abstinência e temperança (Editora Senac São Paulo, 2010)
Henrique Carneiro 
Vencedor dos prêmios Best Wine History Book, Best Wine Literature Book e Best Wine & Health Book e do terceiro lugar na categoria Best of the World em Drink History no Gourmand World Cookbook Awards 2010.

A partir de comparações entre diversas fontes filosóficas, médicas e religiosas antigas e modernas, o livro apresenta um debate a respeito do significado da bebida, seus efeitos, sua relação com o divino ou com a história de uma sociedade. O autor discute também as tensas questões da abstinência, do excesso e da temperança, que resultaram na procura de um ponto de equilíbrio e moderação por meio de normas, regras, leis, pedagogias e etiquetas sobre como beber adequadamente. (Confira em Na Mídia uma entrevista sobre o livro com Henrique Carneiro, feita em 2011.)

 

 

Drogas e cultura: novas perspectivas (EDUFBA, 2008)
Beatriz Caiuby Labate, Sandra Goulart, Maurício Fiore, Edward MacRae e Henrique Carneiro (organizadores)

O consumo de substâncias psicoativas é um fenômeno recorrente e disseminado em diversas sociedades. Entretanto, os modos pelos quais essa existência e esses usos são concebidos e vivenciados variam histórica e culturalmente. Foi esse pensamento que deu origem ao livro, que expressa a valorização do papel das ciências humanas na reflexão sobre o tema "drogas" e, paralelamente, procura relacionar essa análise a um extenso conjunto de discussões. Revela que o tema deve ser abordado por meio de uma perspectiva multidisciplinar, considerando aspectos farmacológicos, psicológicos e também socioculturais. (Acesse aqui PDF, vídeos e outras informações.)

 

 

 

Álcool e drogas na história do Brasil (Alameda, 2005)
Renato Pinto Venâncio e Henrique Carneiro (organizadores)

Do cauim consumido nos rituais antropofágicos dos povos tupi à cocaína usada pelas tribos urbanas, álcool e entorpecentes sempre estiveram presentes na história brasileira. As drogas, que agora assombram o país como marca da violência nas grandes cidades, nem sempre tiveram peso pejorativo. O termo deriva provavelmente do holandês droog, que significava produtos secos e servia para designar, do século XVI ao XVIII, um conjunto de substâncias naturais utilizadas, principalmente, na alimentação e na medicina. (Leia mais...)

 

 

 

 

Pequena enciclopédia da história das drogas e bebidas (Editora Campus, 2005)
Henrique Carneiro

O papel das drogas, das bebidas e dos alimentos de propriedades psicoativas é de extrema importância econômica, política e cultural, particularmente na história moderna. A busca por eles e as guerras para controlá-los tiveram um grande impacto histórico, que atingiu todos os continentes e todas as sociedades. No entanto, pouco se sabe sobre a história particular das drogas e as bebidas encontradas mundo afora. Este livro traz mais de 150 verbetes que abrangem tanto aspectos históricos quanto científicos de substâncias comuns (tabaco, café, vinho), proibidas (LSD, cocaína, ecstasy) e curiosas (banguê, bétel, ayahuasca).

 

 

 

Comida e sociedade: uma história da alimentação (Editora Campus, 2003)
Henrique Carneiro

Como “não só de pão vive o homem”, a alimentação, além de uma necessidade biológica, é um complexo sistema simbólico de significados sociais, sexuais, políticos, religiosos, éticos, estéticos etc. Este livro abrange, portanto, mais do que a história dos alimentos, de sua produção, distribuição, preparo e consumo. O que se come é tão importante quanto quando se come, onde se come, como se come e com quem se come. As mudanças dos hábitos alimentares e dos contextos que cercam tais hábitos é um tema intrincado que envolve a correlação de inúmeros fatores.

 

 

 

Amores e sonhos da flora: afrodisíacos e alucinógenos na botânica e na farmácia (Xamã Editora, 2002)
Henrique Carneiro

Resultado de tese de doutorado. Ao estudar os herbários produzidos entre os séculos XVI e XVIII, o autor rastreia a construção social das noções desenvolvidas na Era Moderna acerca do uso de diferentes plantas, com consequências que chegam até nós. Nesse período, são redescobertos e traduzidos textos clássicos do primeiro século da Era Cristã; começa o trabalho empírico de comparação entre as plantas descritas naqueles livros e as então existentes na Europa; e há a descoberta pelo Ocidente das floras americana e oriental. A botânica e a farmácia nascem, então, como ciências inextrincavelmente ligadas, cuja motivação é a busca de novas drogas, com usos que, ao lado da cura de doenças, também visavam ao domínio do sexo, do sonho, do transe, da alucinação, da morte e do prazer.

 

 

A Igreja, a medicina e o amor: prédicas moralistas da época moderna em Portugal e no Brasil (Xamã Editora, 2000)
Henrique Carneiro

Por séculos, o amor vem sendo prisioneiro da Igreja e da medicina, considerado pecado e doença, submetido ao rigor das penitências e dos tratamentos. Remédios, sangrias, aparelhos e cirurgias foram utilizados para tentar aplacar o vulcão da luxúria. Durante seus estudos para a tese de doutorado, o autor pesquisou a história da botânica e da farmácia e, ao investigar os herbários e livros de medicina do período colonial, deu-se conta de que os textos trilhavam um território comum aos dos escritos de prédica moral, reunindo argumentos semelhantes para atacar um mesmo inimigo: o amor, identificado pelo clero como o pior dos pecados e, pelos clínicos, como a mais grave das doenças. (Leia mais...)

 

 

 

Filtros, mezinhas e triacas: as drogas no mundo moderno (Xamã Editora, 1994)
Henrique Carneiro

Resultado de dissertação de mestrado, o livro traz um estudo comparativo do saber e da moral da época moderna sobre o consumo das drogas. Utiliza como fontes os herbários, especialmente o Colóquio das Drogas de Garcia da Orta (1563), além de tratados, cartas e crônicas dos viajantes, naturalistas e estudiosos das plantas nos Novos Mundos, encontrados na expansão marítima europeia e que se tornaram parte do novo saber natural emergente nesse período de construção da primeira ordem globalizada em que se efetuavam intercâmbios de plantas, de animais, de minerais, de pessoas e de ideias.